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Paradigma de gestão mainframe ( 1 of 3 ) 
Thursday, February 07, 2008, 21:10
Posted by Administrator
Há alguns anos atrás, quando existiam os grandes "CPDs" (centros de processamento de dados), por consequência de evolução tecnológica o número de servidores era bastante reduzido na ordem de unidades, 1 ou 2 no máximo, e somente os maiores CPDs tinham mais do que isso. A imposição de 2 servidores era por uma razão bastante simples, o servidor que executava as aplicações "prá valer", recebia o nome de "Produção" e precisava também de um outro servidor para que os testes e o desenvolvimento das aplicações (apesar de insistirem em querer desenvolver no servidor de "Produção), este servidor recebia o nome de "Desenvolvimento". Os CPDs mais bem servidos, separavam as tarefas de testes e desenvolvimento, com mais um servidor para "Homologação".

O interessante deste modelo é a distribuição das "tarefas", pois, sistema operacional (sempre multiusuário), banco de dados, telecom, interpretação dos programas (quase sempre o cobol), etc, eram todas centralizadas, com praticamente (estou generalizando) todas estas tarefas eram executadas por um único processador (generalizando para simplificar) e um único conjunto de memória, assim, compartilhando os escassos recursos de hardware. O acesso à este ambiente era feito por terminais, conectados através de linhas de baixa velocidade (2400 bps) por onde trafegavam a sinalização de teclado e vídeo (interface caracter) e somente tarefas de caráter administrativo eram executadas diretamente no servidor, através das consoles. Os logs normalmente gravados fisicamente, com uma impressora ligada à console (hardcopy).

Outra particularidade deste modelo, e esta sim é a que interessa pra este artigo, é a forma em que as atividades eram organizadas, com 3 níveis distintos de atribuições, a seguir:

Primeiro nível, atividades que demandam acesso físico ao servidor, seja para trocar uma fita (ou abastecer a leitora de cartões), para pegar um relatório impresso, para executar uma tarefa pré-agendada ou para solucionar problemas de comunicação com algum terminal ou impressora, este nível é comumente chamado de "Operação".

Segundo nível, neste nível organizavam-se as tarefas voltadas ao desenvolvimento, administração e manutenção dos sistemas, com negociação das "janelas" de execução quando os "jobs" demandavam muito recurso por exemplo. Naturalmente, este nível recebia o nome de "Desenvolvimento".

Terceiro nível, as tarefas deste nível focavam-se para organização do uso dos recursos, definição das nomeclaturas dos componentes (terminais, impressoras, jobs, relatorios, etc), e cuidar do funcionamento geral dos servidores, principalmente no que diz respeito à solução de problemas, normalmente os problemas não usuais. Estas tarefas recebiam o nome de "Suporte".

Fim da parte 1

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